
Melhora na pressão arterial com exercícios e alimentação.
A adoção de um estilo de vida saudável é fundamental no tratamento de hipertensos. Os principais fatores ambientais modificáveis da hipertensão arterial são os hábitos alimentares inadequados, principalmente ingestão excessiva de sal e baixo consumo de vegetais, sedentarismo, obesidade e consumo exagerado de álcool, podendo-se obter redução da pressão arterial e diminuição do risco cardiovascular controlando esses fatores.
A tabela abaixo mostra como as modificações no estilo de vida podem colaborar no controle da pressão arterial:
Modificação |
Recomendação | Redução aproximada de PAS |
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Controle de Peso |
Manter o peso corporal na faixa normal (índice de massa corporal entre 18,5 a 24,9 kg/m2). | 5 a 20 mmHg para cada 10 kg de peso reduzido. | |
Padrão alimentar |
Consumir dieta rica em frutas e vegetais e alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gorduras saturadas e totais. | 8 a 14 mmHg | |
Redução do consumo de sal |
Reduzir a ingestão de sódio para não mais de 100 mmol/dia = 2,4 g de sódio (6 g de sal/dia = 4 colheres (de café) rasas de sal = 4 g +2 g de sal próprio dos alimentos). | 2 a 8 mmHg |
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Moderação no consumo de álcool |
Limitar o consumo a 30 g/dia de etanol para os homens (2 latas de cerveja ou 2 taças de 150 ml de vinho) e 15 g/dia para mulheres (1 lata de cerveja ou 1 taça de 150 ml de vinho). | 2 a 4 mmHg | |
Exercício físico |
Habituar-se à prática regular de atividade física aeróbica, como caminhadas, por pelo menos 30 minutos por dia, 3 a 5 vezes por semana. | 4 a 9 mmHg |
Referências Bibliográficas:
Sociedade Brasileira de Cardiologia. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. São Paulo, 2006. Disponível em: <http://www.sbn.org.br/Diretrizes/V_Diretrizes_Brasileiras_de_Hipertensao_Arterial.pdf>. Acesso em : 07 jan. de 2010.
Teoria do ponto pré-estabelecido
As variações do peso corporal não dependem somente do equilíbrio entre a ingestão calórica e a utilização de calorias, pois o hipotálamo e outras partes do cérebro desempenham papéis essenciais em tal processo.
O hipotálamo possui um mecanismo de controle interno bem regulado, que consegue manter um nível geneticamente pré-determinado de peso e/ou gordura corporal dentro de uma variação estreita. Essa teoria é chamada de “ponto pré-estabelecido”. Isso significa que todas as vezes que o peso corporal se altera para baixo ou para cima do ponto pré-estabelecido do indivíduo, ajustes internos, que afetam a ingestão de alimentos e a termogênese, se opõem a esta mudança e diminuem, conservam e/ou repõem a gordura corporal. De um modo geral, indivíduos que buscam perda de peso diminuem o metabolismo de repouso e ficam obcecados pelo alimento, tornando-se incontrolável a ânsia de comer. Até mesmo quando os indivíduos comem em excesso e ganham gordura corporal acima do seu ponto pré-estabelecido, o corpo resiste a estas alterações, aumentando o metabolismo de repouso e fazendo com que a pessoa perca o interesse pelo alimento.
Enquanto a dieta não exerce qualquer efeito no ponto pré-estabelecido, o exercício físico regular pode abaixar o nível do ponto, inclusive naqueles indivíduos onde este encontra-se em um nível excessivamente alto. Além disso, o exercício regular conserva e até mesmo aumenta o peso corporal isento de gordura, eleva o metabolismo de repouso e causa modificações metabólicas que facilitam o metabolismo das gorduras. No entanto, vale ressaltar que a associação de exercício regular e dieta promove efeitos adicionais para se conseguir um equilíbrio calórico negativo, perda de gordura corporal, benefícios metabólicos e de saúde.
Referências bibliográficas:
GANONG, W. F. Fisiologia Médica. 22ª ed. Rio de Janeiro: MacGraw-Hill Interamericana do Brasil, 2006. 778 p.
MCARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 1113 p.